Este espaço é destinado para troca de experiências a respeito dos primeiros contatos com a leitura, escrita e tecnologia, bem como, o compartilhamento de práticas exitosa relacionadas à prática pedagógica com trabalhos com leituras, escrita e tecnologia.
Meus primeiros contatos com a leitura e a escrita se deram de maneira forçada. Como meus pais trabalhavam fora, quando tinha entre 4 e 5 anos ficava durante o dia com minha tia. Acontece que minha tia tinha uma filha que era 4 anos mais velha que eu. Quando minha prima chegava da escola, eu era obrigado a "brincar de escolinha". O pior é que eu não sei que modelo de professor que ela tinha na época, pois quando ela estava me ensinando a escrever na lousa, se eu não conseguisse, bolo de régua na mão. Fato é que com cinco anos, eu já conhecia todas as letras do alfabeto, sabia escrever qualquer palavra que fosse soletrada e sabia ler algumas palavras com letras mais conhecida. No ano seguinte, comecei a frequentar a escola no chamado na época de pré escola. Eu era o pior aluno da classe! A professora só me dava regular, ruim ou péssimo. Tinham que desenvolver coordenação motora fazendo serra-serra, zigue-zague, montinhos e por aí vai. Com três ou quatro serra-serras ou zigue-zagues eu já chegava no final da linha. Desenho então, meu primeiro até que foi legal, mas meu carro voava e a árvore era vermelha, nota: regular. "Onde já se viu carro voar, ou árvore ser vermelha?" De lá para cá nunca mais consegui desenhar bem. Mas deixando os traumas de infância de lado, meu primeiro fascínio pela escrita e leitura deu-se quando eu estava na segunda série. A professora Odete começou ensinar as chamadas, na época, composições. Enquanto as outras crianças seguiam o modelo passado pela professora, eu viajava. Criava um mundo imaginário em que eu jogava bola com o Pelé, navegava com Pedro Álvares Cabral e pescava com Sérgio Malandro e Sílvio Santos, meus ídolos da TV na época. Eu era muito criativo. O engraçado é que a pouco tempo atrás tentei pegar "a pena" para escrever uma narrativa, resultado: não saiu nada. Como a gente fica chato na fase adulta. Não conseguimos mais fantasiar nada. Tudo tem que ser verossímel.
ResponderExcluirMeu pai era escritor.Proporcionou o deleite da leitura muito precocemente para mim através de obras infantis como por exemplo Tintino...Que saudades...As recordações destas obras deixam uma mistura de aprendizado e saudade muito forte deste meu ente querido.
ResponderExcluirTintino era palhaço, tinha muito amor no coração e os nervos eram de aço...
Sinto ao lembrar-me da obra vontade de rimar...Inventei esta rima para você caro leitor, pois consegui recordar que esta obra era toda apresentada em rimas...